Um colaborador do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse nesta sexta-feira que os muçulmanos querem matar os americanos, o que provocou a ira da comunidade islâmica.

"Os muçulmanos já disseram: se não nos ajoelharmos, nos matarão. Não tenho a intenção de ficar de joelhos e não incentivo ninguém a fazê-lo. John McCain também não incentiva ninguém a ficar de joelhos", disse o coronel de reserva Bud Day, durante uma entrevista.

O porta-voz de campanha de McCain, Michael Goldfarb, explicou em seguida que o coronel se referia à ameaça de "extremistas radicais islâmicos" e não ao povo muçulmano.

O diretor legislativo do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, Corey Saylor, qualificou as palavras de Day de uma "visão distorcida, que ignora a vasta maioria dos muçulmanos, que se unem a nossa nação para combater os extremistas e as forças anti-americanas".

"O senador McCain deveria esclarecer que não apóia uma posição como esta e que sua campanha respeita todos os americanos", disse Saylor.

Bud Day foi companheiro de cativeiro de McCain durante a guerra do Vietnã. Em 2004, integrou o grupo "Swift Boat Veterans for Truth", que denunciou o candidato democrata John Kerry por mentir sobre sua participação no conflito vietnamita.

aje/LR

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