Os maoístas não participarão no governo do Nepal

Oos maoístas nepaleses, cujo candidato à presidência foi derrotado na segunda-feira, não participarão no primeiro governo da República do Nepal, mergulhando o país numa nova crise política.

AFP |

Os ex-rebeldes comunicaram sua decisão considerada um duro golpe no processo de paz no Nepal, um dia depois que seu candidato à presidência foi rejeitado pela Assembléia Constituinte, que preferiu um candidato de centro.

Nas eleições de abril, os maoístas foram os mais votados, mas não conseguiram a maioria absoluta. No entanto, na votação de segunda, a Assembléia Constituinte elegeu como primeiro presidente do país Ram Baran Yadav, do Partido do Congresso Nepalês (centro), o principal adversário dos maoístas.

O cargo de presidente é basicamente simbólico, mas os maoístas disseram que a eleição de Yadav deixa pouca margem de manobra no caso de formação de governo e poucas possibilidades de realizar mudanças no país.

A participação dos maoístas na política nacional é considerada fundamental para o êxito do processo de paz no Nepal, nascido de um acordo assinado em 2006 e que pôs fim a uma rebelião de uma década, durante a qual morreram 13.000 pessoas.

str-dds/cn

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