Um porta-aviões americano foi deslocado para o Mar da Arábia para apoiar as operações militares no Afeganistão, deixando o Golfo Pérsico sem porta-aviões, revelou nesta terça-feira um oficial dos EUA.

A transferência do USS Abraham Lincoln, no final de semana passado, ocorre no momento em que cresce a violência rebelde no Afeganistão, com o aumento do número de baixas entre as tropas americanas, ao contrário do que ocorre no Iraque.

O secretário americano da Defesa, Robert Gates, informou que o deslocamento foi decidido pelo general Martin Dempsey, chefe do comando central americano.

"Acredito que ele pense ser possível reforçar o apoio às tropas no Afeganistão sem prejudicar a missão no Iraque", declarou Gates aos jornalistas.

O secretário da Defesa negou que se trate de um reforço ao contingente americano no Afeganistão, mas admitiu que a violência tem aumentado naquele país.

Na semana passada, o Pentágono anunciou que estenderá a mobilização de 2.200 fuzileiros que combatem ao lado das forças da Otan no sul do Afeganistão.

Os marines, que deveriam sair do Afeganistão em outubro, após uma missão de sete meses, permanecerão no país até novembro.

Com 49 mortos, o mês de junho foi o mais sangrento para os soldados estrangeiros no Afeganistão desde a expulsão dos talibãs do poder, em 2001.

No Iraque, em junho, as tropas estrangeiras sofreram 31 baixas fatais, sendo 29 americanas.

Um oficial da Marinha americana, que pediu para não ser identificado, garantiu que o envio do Abraham Lincoln ao Mar da Arábia não está ligado à tensão com o Irã, que hoje ameaçou atacar Tel-Aviv e a frota americana no Golfo, caso ocorra um bombardeio a suas instalações nucleares.

No total, 70 mil soldados estrangeiros, sendo 32 mil americanos, estão estacionados no Afeganistão.

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