Os EUA ameaçam retirar ajuda à Sérvia por caso de agressor foragido

Os Estados Unidos poderão retirar sua ajuda à Sérvia, se Belgrado não cooperar no caso de um sérvio reivindicado pela Justiça americana, após uma confusão em um bar de Nova York, advertiu um senador.

AFP |

"Haverá sérias conseqüências para a Sérvia, se esse assunto não se resolver", advertiram, em uma nota, os senadores democratas Charles Schumer e Hillary Clinton, após uma reunião, quinta-feira, em Washington, com um representante sérvio.

Miladin Kovacevic, um sérvio de 21 anos, protagonizou em 4 de maio passado uma briga com o americano Bryan Steinhauer, em um bar da Universidade de Binghamtom, no norte do estado de Nova York.

Como resultado dos ferimentos, Steinhauer está internado, em coma, enquanto Kovacevic deixou os Estados Unidos e se encontra na Sérvia, após ser posto em liberdade sob fiança pela Justiça americana.

Kovacevic foi solto sob a condição do pagamento da fiança de 100.000 dólares e da entrega do passaporte, mas o jovem conseguiu um passaporte de emergência fornecido por seu consulado, em Nova York, e viajou para a Sérvia.

Schumer, que junto com Hillary se reuniu com o encarregado de negócios sérvio em Washington, Vladimir Petrovic, disse que, entre as medidas possíveis, está reconsiderar a ajuda externa americana a esse país.

"Não vamos ficar satisfeitos até que Kovacevic volte para os Estados Unidos para enfrentar a Justiça", frisou Schumer.

Segundo o consulado da Sérvia, "os dois diplomatas que ajudaram Kovacevic a fugir dos Estados Unidos compareceram a uma comissão disciplinar do Ministério das Relações Exteriores e estão em vias de serem destituídos".

O jornal "Daily News" divulgou que o caso foi alvo de uma queixa diplomática americana em Belgrado, e a Sérvia tem até 1º de agosto para resolver o caso, mas o país balcânico invoca a inexistência de um acordo de extradição.

O consulado da Sérvia garantiu, em sua nota, que "o Governo sérvio continua comprometido a cooperar com as autoridades americanas em todo nível".

"Pensamos que a verdade e a justiça prevalecerão no final", disseram à imprensa os pais de Bryan, Richard e Marlene Steinhauer, acrescentando que seu filho continua em coma, no hospital, com fraturas múltiplos no crânio.

ltl/tt

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