Orszag defende plano orçamentário e aumento de impostos de Obama

Washington, 3 mar (EFE).- O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, defendeu hoje no Congresso o plano orçamentário de quase US$ 3,6 trilhões para o ano fiscal de 2010, que inclui um aumento de impostos para as pessoas mais ricas.

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Durante uma audiência com o Comitê de Orçamento da Câmara de Representantes, Orszag alegou que o Governo do presidente Barack Obama herdou uma crise econômica causada por uma "era de profunda irresponsabilidade", que ainda piorou a situação fiscal dos Estados Unidos.

Ele acrescentou que a proposta orçamentária enviada por Obama ao Legislativo na semana passada é uma "contabilidade honesta" da péssima situação fiscal do país.

Isso porque também leva em conta os custos futuros das guerras no Iraque e Afeganistão, outras operações militares, uma correção do código tributário e mais despesas no programa "Medicare" para aposentados.

O diretor advertiu, no entanto, que essa "honestidade" tem um preço: pelo menos US$ 2,7 trilhões nos próximos dez anos, uma quantidade que, segundo ele, embora elevada, "é crítica para começar a responder a nossos desafios fiscais".

Segundo Orszag, a situação atual da economia reflete uma "era de profunda irresponsabilidade" na qual se jogou fora a cautela fiscal, aumentaram a dívida em "trilhões de dólares" e se agravaram as desigualdades salariais.

Nesse sentido, ele reiterou o compromisso do Governo de reduzir "ao menos pela metade" o déficit de US$ 1,3 trilhões para cerca de US$ 533 bilhões no ano fiscal de 2013.

Orszag defendeu também o fato de que o plano orçamentário, que não é vinculativo, mas serve de guia sobre as prioridades fiscais da Casa Branca, inclua um aumento de impostos para pessoas que recebem salário anual superior a US$ 250 mil. EFE mp/jp

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