Rio de Janeiro, 29 jan (EFE).- A Orquestra Sinfônica da Venezuela (OSV) fará uma turnê pelo Brasil por ocasião do bicentenário da independência venezuelana e do 50º aniversário da fundação de Brasília.

Segundo o consulado venezuelano no Rio de Janeiro, a turnê ainda não tem datas definidas, mas incluirá as cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Niterói (RJ).

Fundada em 1930, a OSV é a orquestra mais antiga da Venezuela e está entre as de maior prestígio na América Latina, com apresentações em todo o mundo.

"Uma obra como esta (a OSV) é algo difícil de manter na América Latina", apontou em entrevista coletiva o presidente da Orquestra Sinfônica da Venezuela, Alejandro Ramírez, que ressaltou os quase 80 anos de história da formação venezuelana.

Ramírez explicou que um dos objetivos mais importantes da viagem ao Brasil será "divulgar os elementos musicais autóctones da Venezuela".

Formada por 95 músicos e uma soprano, a orquestra utilizará instrumentos típicos venezuelanos como a harpa crioula, o cuatro (violão de quatro cordas), as maracas e a bandola.

"Temos muitas coisas em comum: um continente, uma fronteira, mas também a idiossincrasia do povo latino", afirmou Ramírez ao comentar a visita ao Brasil, que será precedida por apresentações em Portugal e Espanha.

O presidente da OSV também falou que um dos valores de maior destaque da orquestra são os "projetos de fusão e de vanguarda" que a levaram a interpretar óperas, trilhas sonoras e até mesmo peças de rock sinfônico.

Ramírez defendeu o acesso à cultura, porque "a música clássica não é só para uma determinada classe social", e aproveitou para informar que todos os concertos da OSV no Brasil serão abertos ao público.

Os diretores da OSV, financiada pelo Governo venezuelano, também são membros da orquestra e são professores das premiadas Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela. EFE af/bba

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