Orishas acrescenta novos ingredientes em sua mistura cubana em novo álbum

Madri, 22 mai (EFE).- Cosita Buena é o título com o qual o trio cubano de rap Orishas batizou seu novo álbum, um trabalho arriscado e com personalidade, e que foi gravado após muito sacrifício, segundo explicaram hoje à Efe seus componentes.

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"Este é o primeiro disco que é cem por cento nosso", afirmaram Ruzzo Medina, Yotuel Romero e Roldan Gonzalez, em referência ao fato de terem gravado "Cosita Buena" sem a presença de um produtor.

Após 10 anos de carreira, a banda decidiu assumir riscos no novo trabalho, assumindo a produção e dando um ar mais europeu a sua bem-sucedida fusão de sons tradicionais cubanos e hip-hop.

"Usamos a mesma receita, mas adicionamos condimentos que já não são só caribenhos, mas mundiais; não podemos estagnar só no Caribe", disse Ruzzo.

"El Kilo", seu terceiro disco, "trouxe o equilíbrio", enquanto "Cosita Buena" representa "o desafio", segundo Roldán, que se aventura a anunciar "uma nova era para o Orishas".

"Cosita Buena" contém 12 canções nas quais, sem renunciar ao estilo cubano, o Orishas se fixa em temas mais próximos a seu dia-a-dia na Europa para exercer "uma crítica social construtiva".

"Vamos enchendo o álbum de fotos, que depois transformamos em música", explica Ruzzo.

Por isso, o disco contém canções como "Maní", que fala sobre a corrupção na Espanha, e "Que quede claro", composta inspirada em um caso de racismo. "São coisas que nos nutrem e que nos pedem para ser contadas", assinalou Yotuel.

O retorno do Orishas é, portanto, um passo a mais em seu caminho rumo à mistura, que a banda considera o futuro, tanto musicalmente como em relação às raças.

"Embora tenhamos alcançado uma situação privilegiada para emigrantes, não esquecemos de onde viemos, e tentamos seguir trabalhando para conseguir algo bom e que perdure", afirma o grupo.

EFE cvh/gs

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