Órgão regulador declara ilegais 27 fotos tiradas em casa de Berlusconi

Roma, 19 jun (EFE).- A Autoridade Fiadora para a Proteção de Dados Pessoais da Itália declarou ilegais 27 fotos tiradas dentro da casa do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, em Sardenha, e proibiu sua posterior divulgação, informou o organismo em comunicado.

EFE |

"É ilegal captar e divulgar imagens de pessoas no interior de uma casa privada sem seu consentimento e usando técnicas particularmente invasivas", assegura.

A autoridade se refere a 27 das 43 fotografias denunciadas por Niccoló Ghedini, o advogado do primeiro-ministro da Itália.

Quanto as outras 16 imagens examinadas pela Autoridade, ele afirmou que não tem nenhum motivo para intervir, já que foram tiradas em lugares públicos (um aeroporto) ou abertos ao público (uma cidade turística).

"De todas as 43 imagens denunciadas, 27 foram tiradas, por confissão do próprio fotógrafo, de lugares externos à residência (Villa Certosa, Sardenha) com meios de comunicação tecnológicos particulares", explica o organismo.

"As fotos, captadas sem o conhecimento dos interessados, retratam pessoas dentro do jardim de Villa Certosa ou em imóveis ali existentes, em situações ordinárias da vida privada ou em atividades normais de relações sociais ou em atitudes típicas de férias e de relaxamento", acrescentou.

Por isso, a autoridade declarou estas fotos "ilegais, porque foram tiradas em violação às garantias sobre a tutela do domicílio e dos princípios estabelecidos na normativa da privacidade, e proibiu, a qualquer pessoa que as tenha, sua utilização e difusão".

Antonello Zappadu é o autor das polêmicas imagens de Berlusconi em companhia de várias jovens em sua mansão de Villa Certosa. O fotógrafo afirmou que tinha feito cerca de cinco mil imagens entre 2006 e 2009. EFE cps/db

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