Órgão internacional diz que Lula é intolerante com imprensa crítica

Viena, 8 mai (EFE) - Em relatório publicado hoje em Viena, o Instituto Internacional da Imprensa (IPI) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostra uma agressiva intolerância em relação à imprensa crítica. Os líderes esquerdistas da América Latina, entre eles Hugo Chávez, da Venezuela; Evo Morales, da Bolívia; Rafael Correa, do Equador; e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, continuam mostrando uma agressiva intolerância em relação à imprensa crítica, indica o IPI em seu documento. O Instituto afirma que estes dirigentes atacam ferozmente os maiores veículos de comunicação privados, acusando-os de ser antigovernamentais, negando-lhes entrevistas e o acesso à informação, e usando a alocação da publicidade estatal para premiar ou punir a imprensa por sua cobertura. O relatório alerta também para as mortes de jornalistas no exercício de sua profissão. No Brasil, por exemplo, um jornalista morreu durante o desempenho de suas funções, indica a organização.

EFE |

Já na América Latina, oito jornalistas morreram em 2007 nestas condições e Cuba, com 24 repórteres presos, é "o segundo maior carcereiro de jornalistas depois da China".

Para o Instituto, o México é o país mais perigoso da América Latina para exercer a profissão, já que em 2007 dois jornalistas foram assassinados e oito estão desaparecidos.

Em El Salvador, Guatemala, Honduras, Paraguai e Peru foi registrada a morte de um profissional da imprensa em cada país.

"Quando não se deparam com violentos ataques e ameaças de morte, os jornalistas na América Latina enfrentam o assédio jurídico, administrativo e econômico", resume o IPI sobre a liberdade de imprensa na região.

As penas por "difamação e desacato" junto aos ataques físicos e ameaças provocaram um aumento da autocensura entre os veículos de comunicação latino-americanos.

Além disso, "o uso excessivo da força contra os repórteres pela Polícia, os soldados e guardas de segurança obstaculizam ainda mais o trabalho dos jornalistas em muitos países latino-americanos".

A Colômbia, apesar de não terem sido registradas mortes, é um dos países mais perigosos para os jornalistas, especialmente para os que vivem fora de Bogotá e que tentam escrever sobre tráfico de drogas ou sobre "a longa guerra civil", indica o IPI.

Em Cuba, a imprensa continua "sob o rígido controle do regime comunista e seus aparatos de inteligência. Os jornalistas que trabalham para agências independentes de notícias não são reconhecidos pelas autoridades e são supervisados sistematicamente, acossados, detidos, interrogado ou presos". EFE ll/db

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