Órgão de saúde animal estudará impacto da carne em mudanças climáticas

PARIS (Reuters) - A Organização Mundial para Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) estudará o impacto da produção de carnes nas mudanças climáticas, em meio ao debate sobre a contribuição do setor bovino para as emissões de gases-estufa, disse o órgão nesta quinta-feira. A iniciativa, que será a primeira da OIE sobre uma questão ambiental, ocorre após pedidos de seus países-membros para que o órgão estudasse o assunto que gerou pedidos para um consumo menor de carne.

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Estima-se que a produção de carne responda por 18 por cento de todas as emissões de gases-estufa, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, e alguns cientistas citaram o consumo menor do produto como uma maneira de combater as mudanças climáticas.

Uma campanha liderada pelo ex-Beatle Paul McCartney pedindo que as pessoas não comam carne um dia da semana também atraiu atenção ao tema.

Mas o diretor-geral da OIE, Bernard Vallat, alertou contra simplificar o assunto.

"É uma questão que precisa ser estudada com muita distância", afirmou em coletiva de imprensa. "Queremos fazer uma contribuição modesta e independente".

Vallat disse também que as pessoas precisam estar conscientes de que as criações também geram leite e ovos assim como carne e que, então, não poderão ser sacrificadas em uma época de crescente demanda por proteína animal.

"Não há ainda um modelo científico que pode provar que nosso planeta possa seguir sem leite, ovos ou carne."

O estudo provavelmente recomendará novas pesquisas para encontrar formas de limitar os efeitos diretos da pecuária no ambiente, como emissões de metano, afirmou.

(Reportagem de Gus Trompiz)

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