Organizador das festas de Berlusconi vai para prisão domiciliar

Roma, 21 set (EFE).- Giampaolo Tarantini que desde sexta-feira estava com prisão decretada por envolvimento com o tráfico de drogas passa hoje para prisão domiciliar, sob acusação de supostamente levar prostitutas às festas privadas do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, informou um juiz do Tribunal de Bari.

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A informação foi confirmada pelo advogado do empresário, Nicola Quaranta, aos jornalistas que estavam em frente do presídio de Bari, onde nesta segunda-feira ocorreu o interrogatório, após o qual o magistrado não ratificou a prisão preventiva.

"O juiz não validou a prisão, já que considera que não existe nem perigo de fuga nem alteração das provas", informou Quaranta.

Além da hipótese de indução à prostituição, o empresário também é investigado por participação em uma suposta trama de concessões ilegais em troca de subornos.

A Procuradoria tinha pedido a prisão de Tarantini por considerar que existia risco de fuga, em particular à Tunísia, e de alteração das provas, já que outras três pessoas serão ouvidas: Alessandro Mannarini, Stefano Iacovelli e Massimiliano Verdoscia.

Em declarações feitas no sábado, quando da prisão, e repassadas à imprensa por Quaranta, Tarantini negou a intenção de fuga.

Segundo o jornal "Corriere della Sera" publicou hoje um colaborador de Tarantini disse à Justiça, durante as investigações, que o empresário comprou, no verão de 2008, pelo menos dez remessas de cocaína e uma grande quantidade em comprimidos de uma droga similar ao êxtase.

O nome de Giampaolo Tarantini foi citado pela primeira vez em 22 de junho, quando o periódico "La Repubblica" informou que a Procuradoria de Bari investigava algumas festas privadas realizadas nas residências de Berlusconi na Villa Certosa, na Sardenha e no palácio Grazzioli, em Roma, por um suposto envolvimento com a prostituição.

Tarantini começou a ser investigado por um suposto esquema de concessões ilegais de sua empresa "Technohospital" em troca de subornos. Escutas telefônicas, no entanto, confirmaram o envolvimento no foco da investigação e surpreenderam as autoridades com a descoberta das festas nas casas do primeiro-ministro da Itália. EFE mcs/dm

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