O chefe do Comitê Organizador da Copa do Mundo da África do Sul, Danny Jordaan, negou nesta terça-feira que o ataque contra a seleção de futebol do Togo em Angola seja um sinal de que a segurança do Mundial sul-africano, entre junho e julho, esteja em risco. Não devemos ser questionados ou condenados pelo que aconteceu em um país que fica longe (da África do Sul), pois não aplicamos o mesmo padrão quando vamos a qualquer outro país.

Também não podemos ter diferenças no que diz respeito a continentes", disse Jordaan.

"Há uma guerra no Afeganistão. Você não pode condenar a Ásia inteira e afirmar que não podemos ter eventos na Coreia do Sul e no Japão. Nós não fazemos isto. E, portanto, se algo ocorre no continente africano, não podemos condenar o continente, pois, se o fizermos, então creio que devemos explicar a razão de aplicarmos dois pesos e duas medidas."
As autoridades sul-africanas afirmam que aumentaram a força policial e vão contar com 200 mil policiais durante a Copa do Mundo, enquanto que o Exército será responsável pelo socorro médico nos locais dos jogos.

Terrorismo
O ataque em Angola, na província de Cabinda (ao norte do país), ocorreu na última sexta-feira. A Seleção do Togo havia viajado ao país para participar da Copa Africana de Nações.

Três pessoas morreram quando o ônibus em que os jogadores viajavam foi atingido por tiros de metralhadoras durante pelo menos 30 minutos.

O secretário-geral da Força de Defesa da África do Sul, general VJ Ramlakan, afirmou que o país encara com muita seriedade a segurança durante a Copa.

"Dividimos informações com todo o mundo sobre a possibilidade de incidentes terroristas. Em nosso planejamento levamos em conta toda eventualidade possível, incluindo terrorismo", afirmou.

"Gastamos muito dinheiro no desenvolvimento de sistemas que são aceitáveis para todos os países do mundo e vamos usar estes sistemas", acrescentou.

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