Organizações pedem mudanças para reduzir preços dos alimentos

Londres, 18 abr (EFE) - As organizações humanitárias Oxfam e CARE pediram hoje à comunidade internacional mudanças fundamentais para enfrentar os desafios do atual aumento dos preços dos alimentos e impedir crises de fome na África.

EFE |

Em comunicado conjunto divulgado em Londres, a presidente executiva da Oxfam, Barbara Stocking, afirmou que os recentes distúrbios ocorridos em alguns pontos do mundo pela falta de comida colocaram a "fome" na agenda política.

No entanto, Stocking adverte de que a ajuda humanitária servirá de pouco enquanto os políticos continuarem "estagnados no passado", pensando que as crises de alimentos são fatos isolados, sem combater o problema de fundo, que é a pobreza crônica.

"O mundo melhorou muito na hora de enviar equipes que salvam vidas, mas parece incapaz de fazer o necessário para prevenir a crise", aponta o responsável da Oxfam.

Stocking atribui essa situação à influência de "poderosos grupos de interesse", assim como às "políticas atrasadas", que fazem com que a ajuda alimentícia seja muitas vezes "cara demais".

Por sua parte, o secretário-geral da CARE, Robert Glasser, ressaltou que "quando os Governos não agem a tempo, o custo de lidar com uma crise aumenta enormemente em termos econômicos e de perdas de vidas".

Além do impacto do encarecimento dos alimentos, a Oxfam e a CARE advertem para os "primeiros sinais" de escassez de comida na África oriental e ocidental.

As duas organizações consideram que os "possíveis desastres" nessas zonas poderiam ser evitados se "o mundo empreender uma ação imediata".

O comunicado foi divulgado depois que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta semana que a crise causada em diversos pontos do mundo pelo aumento do preço dos alimentos atingiu "proporções de emergência".

Ban também lembrou a recente advertência do presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, de que a duplicação do preço dos alimentos pode anular sete anos de progresso no campo do desenvolvimento e aumentar a pobreza de 100 milhões de pessoas. EFE pa/db

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