Organizações pedem colaboração e coordenação na luta mundial contra a malária

Paris, 22 abr (EFE).- O Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, a Coalizão Francesa contra a Malária e a Associação Roll Back Malaria pediram hoje em Paris uma colaboração para combater de maneira coordenada a doença que mata um milhão de pessoas por ano.

EFE |

Por ocasião do 1º Dia Internacional de Luta contra a Malária, as três instituições lembraram, em entrevista coletiva, que esta doença, contraída pela picada de um mosquito, "é a mais fatal que pode ser derrotada".

Embora os esforços internacionais tenham aumentado nos últimos dez anos e tenham passado de investimento de menos de US$ 100 milhões anuais para cerca de US$ 1 bilhão, estima-se que este valor deva ser aumentado para US$ 3,2 bilhões para que a malária seja controlada em todo o planeta.

A distribuição em 15 países de 6,5 milhões de mosquiteiros (cujo custo de produção é de US$ 4 a unidade) evitou 350 mil mortes em três anos, mas o problema é a falta de informação para seu uso correto, declarou a Associação Roll Back Malaria.

Para que a luta seja efetiva, também é necessário um compromisso tanto público quanto privado que una os esforços de todos e que mobilize a opinião pública, pois "ninguém pode lutar sozinho" contra uma doença especialmente sangrenta com as crianças da África Subsaariana, comentou a diretora-executiva da associação, Awa Marie Coll-Seck.

A malária é a primeira causa de morte de menores de cinco anos na África e, apenas na região subsaariana, a doença mata uma criança a cada 30 segundos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Coll-Seck disse que "em todos os países nos quais houve avanços, os mesmos foram em decorrência de trabalho de longo prazo", e destacou o êxito dos programas para combater a malária em Ruanda, Zâmbia e Mali, entre outros países.

No entanto, esta é uma doença "que não tem fronteiras", declarou o conselheiro médico do Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, Stefano Lazzari, que insistiu que é preciso abordá-la de maneira regional, com ações coordenadas em vários países.

Além disso, as organizações disseram que a malária não é apenas um problema de saúde, mas também econômico, já que representa a primeira causa de faltas ao trabalho na África Subsaariana e, segundo o Banco Mundial, causa prejuízos de US$ 12 milhões ao ano na região.

Os mosquiteiros de última geração (impregnados de repelente) e os avanços em pesquisa médica permitiram importantes conquistas que trazem um otimismo moderado.

"Estamos perto de ganhar algumas batalhas em alguns países, mas longe de ganhar a guerra", declarou Lazzari. EFE jaf/wr/fal

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