Organizações israelenses acusam UE de conivência em ataque a Gaza

Jerusalém, 25 mar (EFE).- Dois grupos israelenses pró-direitos humanos acusaram hoje a União Europeia (UE) de cumplicidade e de dar apoio tácito ao ataque israelense à população de Gaza, transgredindo o direito internacional humanitário.

EFE |

A acusação figura em um relatório no qual as organizações Gisha (Centro Legal para a Liberdade de Movimento) e Médicos pelos Direitos Humanos (MDH) culpam todas as partes envolvidas em acordos referidos na Faixa -entre elas a UE- de impedir a livre movimentação entre Gaza e Egito por "razões políticas".

O relatório leva o título "Cruzamento de Rafah: Quem guarda as chaves?", e se centra na situação nessa passagem fronteiriça, que liga Gaza e Egito.

O posto de controle foi aberto em novembro de 2005 após Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), com a mediação do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, UE, ONU e Rússia), aceitou que uma missão europeia supervisionasse o tráfego de pessoas e bens.

"Todas as partes negam a responsabilidade sobre o fechamento (da passagem) e culpam o outro. O resultado parece ser que ninguém é o responsável pelo fechamento de Rafah", afirma a diretora da Gisha, Sari Bashi.

Ela responsabiliza da decisão, em primeiro e principal lugar, Israel, mas também coloca uma parcela da culpa em Egito, no movimento islâmico Hamas, a ANP, a UE e Estados Unidos.

As partes são acusadas de violar "o direito humano fundamental de 1,5 milhão de pessoas de entrar e sair de Gaza".

Quanto ao bloco europeu, cuja responsabilidade as ONG equiparam à dos EUA, afirma que "se não consegue pressionar para que se reabra Rafah, então deve retirar seu apoio aos acordos relativos à passagem, a fim de evitar o risco de cumplicidade, por acordo tácito, na violação dos direitos humanos dos residentes de Gaza".

A porta-voz da missão da UE em Rafah, María Tellería, que faz parte dos 38 observadores que atualmente estão na região, considerou o relatório como "muito sério e acertado".

"Achamos que seguir aqui e continuar tentando a reabertura da fronteira e mostrando nosso compromisso político rumo à Palestina é o mais acertado que podemos fazer", afirmou. EFE db/db

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