Organizações detectam aparecimento das primeiras doenças no Haiti

Porto Príncipe, 22 jan (EFE).- Organizações internacionais identificaram o surgimento das primeiras doenças no Haiti, após o terremoto que sacudiu a capital, Porto Príncipe, em 12 de janeiro.

EFE |

Entre as moléstias estão diarréias, devido às limitações de acesso a água e boas condições de higiene, infecções respiratórias, em particular entre as crianças, problemas dermatológicos, tétano e meningite, disse à Agência Efe a delegada de Saúde de Cruz Vermelha no Haiti, Beatriz Karottki.

Passados dez dias do terremoto diminuiu a chegada de feridos com traumatismos e amputações, própria dos primeiros momentos de situações de emergência.

"É normal neste tipo de situação", disse Karottki, ao explicar que houve registro de feridos que não foram bem cuidados e agora estão com complicações posteriores.

Acrescentou que diante desta situação é imprescindível a vacinação.

Porto Príncipe começa a mostrar sinais de uma tímida normalização do cotidiano, com a presença de serviços de limpeza em algumas localidades, a atividade comercial e a reaparição de patrulhas da ONU, que até agora estavam envolvidas na busca de feridos e no atendimento aos desabrigados ainda por conta da catástrofe.

O trabalho das ONGs também começa a ficar mais ordenado.

Nesta sexta-feira, a organização Oxfam Internacional anunciou o envio a Porto Príncipe de 50 toneladas de ajuda humanitária, o quinto carregamento da entidade ao Haiti.

O carregamento com tanques de água, lajes de latrinas e ferramentas chegará a Santo Domingo, na República Dominicana, a partir do Reino Unido. Depois seguirá por terra a Porto Príncipe.

Calcula-se que 1,5 milhão de pessoas perderam suas casas e as moradias de outras milhares tiveram danos estruturais graves, por isso são essenciais investimentos para melhorar as condições de vida dos refugiados.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 (hora de Brasília) do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jsm/dm

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