Organizações de direitos humanos condenam golpe na Mauritânia

Nuakchott, 12 ago (EFE) - O Fórum das Organizações Nacionais dos Direitos Humanos (FONADH) condenou hoje, em entrevista coletiva, o golpe de Estado perpetrado pela Junta Militar, em 6 de agosto, na Mauritânia.

EFE |

Em declaração divulgada pelo FONADH, as organizações pediram "a volta, sem demora, a uma vida constitucional para garantir a construção do Estado de Direito".

Elas reafirmaram também o "compromisso para a consolidação da união nacional e da paz social" e consideraram que "a crise atual ameaça a democracia, justiça e a paz social".

O FONADH ressaltou que a situação atual "é incompatível com o funcionamento democrático e republicano, e que devia poder encontrar o desenlace na concertação e no diálogo entre os diferentes protagonistas para a proteção das instituições em interesse do povo mauritano".

A Junta Militar que se autoproclamou Alto Conselho de Estado na Mauritânia aprovou na segunda-feira um decreto constitucional pelo qual reafirma seu poder para governar provisoriamente o país até a realização de eleições gerais.

O presidente deposto, Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, segue em detenção, enquanto o primeiro-ministro Yahya Ould el-Waghef, foi liberado na segunda-feira junto com outras três pessoas. EFE mo/db

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