Organização Mundial de Saúde volta ao Iraque após 5 anos

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial de Saúde (OMS) reenviou pela primeira vez desde 2003 uma equipe de funcionários expatriados ao Iraque, informou a agência da ONU nesta quinta-feira..

Reuters |

A OMS disse que uma equipe internacional voltou discretamente ao Iraque no fim de junho, restabelecendo uma 'base internacional permanente' no país depois de 5 anos.

As agências da Organização das Nações Unidas (ONU) se retiraram do Iraque depois de um ataque a bomba a sua sede, em agosto de 2003, mas os projetos humanitários iraquianos continuaram. A agência de refugiados na ONU recentemente também mandou sua equipe de volta ao Iraque.

A OMS informou que há uma preocupação com surtos de cólera e febre tifóide devido à chegada do verão ao país.

A médica Naeema Al-Gasseer, representante da OMS no Iraque, disse que há um sistema de atendimento médico e fornecimento de água em meio aos sinais de que a cólera pode voltar. No ano passado, milhares de pessoas sofreram com a doença e dezenas morreram.

'Essa é a nossa prioridade mais urgente e nosso foco, mais uma vez, são as pessoas desalojadas, porque elas correm mais riscos', disse a médica em teleconferência com jornalistas.

A cólera e a febre tifóide são transmitidas por água ou alimentos contaminados. Autoridades da OMS dizem que os casos de diarréia aumentaram, mas testes de laboratório não confirmaram nenhum caso de cólera.

A diarréia é o sintoma mais comum da forma severa da doença, o que pode causar desidratação e falência dos rins em apenas algumas horas.

Al-Gasseer, cidadã do Barein que passou os últimos anos na Jordânia comandando o programa da OMS no Iraque, disse que os especialistas do órgão estão ajudando o Ministério da Saúde iraquiano a expandir seus programas de vacinação e monitores de doenças, além de melhorar o padrão do sistema de saúde.

'As necessidades são enormes', disse a médica, ressaltando que as vacinas contra hepatite e rotavírus serão aplicadas nas crianças iraquianas no ano que vem, complementando os programas de prevenção da poliomielite e do sarampo.

'Nós podemos fazer mais, mas sem esquecer que a segurança continua a ser uma preocupação. Temos o desafio de continuar nossas abordagens inovadoras para que possamos nos mover pelo Iraque', disse Al-Gasseer,

'No mês passado, consegui visitar uma prisão feminina, hospitais e serviços públicos de saúde fora da zona verde.

Percebi uma diferença nas ruas e no movimento de pessoas', acrescentou.

A zona verde é um complexo fortificado em Bagdá, que abriga o parlamento iraquiano, os gabinetes governamentais e as embaixadas estrangeiras.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG