Organização Mundial da Saúde confirma 365 casos de gripe A

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que o número de casos oficialmente confirmados de casos de gripe A chegou a 365 em 13 países.

Redação com agências internacionais |

Os números da doença que a OMS passou a chamar oficialmente de influenza A (H1N1) incluem 141 casos confirmados nos Estados Unidos, com uma vítima fatal, e 156 casos e 9 mortes confirmados no México.

Em sua contabilização, a OMS não leva em conta os casos confirmados em laboratórios que não lhe foram notificados oficialmente, e por isso os números da organização sempre são menores que os dados divulgados pelos governos.

A OMS anunciou também nesta sexta-feira não ter dúvidas de que é possível conseguir uma vacina eficaz contra a influenza A em um prazo relativamente curto . "Tal vacina pode estar disponível em um prazo relativamente curto de entre quatro e seis meses", afirmou Marie-Paul Kieny, diretora do programa de pesquisas de vacinas da OMS.

À espera de uma nova vacina eficaz, apenas dois remédios estão disponíveis para combater a nova doença: o medicamento de inalação Relenza, do laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), e o comprimido Tamiflu, do suíço Roche.

Nesta sexta-feira, a GlaxoSmithKline informou que está elevando a produção do Relenza e se preparando para começar a fabricar uma vacina contra a o vírus da gripe A. O laboratório disse estar pronto para produzir 5 milhões de pacotes de tratamento do Relenza por mês dentro das próximas 12 a 14 semanas, o equivalente a uma taxa anual de fabricação de 50 a 60 milhões.

Foco da doença

As autoridades mexicanas confirmaram nesta sexta-feira 15 mortes comprovadamente causadas pela gripe A no país e 343 casos confirmados da doença, números ainda não confirmados pela OMS. As vítimas fatais, 11 mulheres e quatro homens, são em sua maioria da capital mexicana (11 pacientes). A influenza A (H1N1) também deixou mortos nos estados do México (dois), de Oaxaca (um) e de Tlaxcala (um).

Também nesta sexta-feira, o México deu início a uma paralisação de cinco dias de partes de sua economia, em uma tentativa de conter o avanço do surto da gripe . Serviços considerados não-essenciais do governo foram suspensos, enquanto setores do comércio, como cinemas e restaurantes, anunciaram que permanecerão fechados.

Por causa do surto da doença, a Continental Airlines informou nesta sexta-feira que vai realizar reduções temporárias em sua capacidade de passageiros em voos para o México . Em comunicado, a companhia aérea divulgou que vai reduzir efetivamente na segunda-feira a capacidade de assentos para o México em cerca de 50%, frente à relação original de maio.

Casos nos EUA e Canadá

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, confirmaram nesta sexta-feira 141 casos de gripe A em 19 estados . Por causa do surto da doença no país, a Universidade de Harvard, em Boston, fechou sua faculdade de Odontologia como medida preventiva diante de um possível caso de gripe suína entre um de seus estudantes.

A universidade indica que está à espera dos resultados de exames médicos para determinar se este é de fato um caso de gripe suína e que está trabalhando de perto com as autoridades de saúde estaduais e locais para controlar a situação.

A instituição indica que também fechou de maneira preventiva o refeitório das faculdades de Medicina e Saúde Pública para evitar os casos potenciais por causa do contato com o vírus A (H1N1).

"Estamos todos preocupados, mas não há motivo parar pânico", disse o médico David Rosenthal, diretor da Faculdade de Serviços de Saúde da universidade ao jornal "Boston Globe". Segundo ele, o aluno possivelmente contaminado pela gripe suína esteve em contato com várias pessoas que tinham viajado ao México.

No Canadá, seis novos casos de gripe A foram registrados nesta sexta-feira no oeste do país, levando para 41 o total nacional . O primeiro-ministro da Columbia britânica, Gordon Campbell, anunciou que 15 casos foram identificados até agora em sua província.

Ele destacou que todos os casos são "relativamente menores" e que os doentes já se recuperaram ou estão para receber alta. Porém, "nossos especialistas preveem um aumento do número de casos, e pode até haver mortes", advertiu.

Ásia e Europa

As autoridades de saúde de Hong Kong declararam alerta sanitário nesta sexta-feira após a confirmação do primeiro caso de gripe A no local, até agora o único na Ásia . O governo criou um grupo especial para lidar com a situação e está em alerta máximo diante do temor de que o primeiro caso desencadeie uma epidemia no território e, possivelmente, no restante da populosa China.

A vítima da doença é um mexicano que foi à cidade chinesa de Xangai no voo 505 da empresa China Eastern. As autoridades sanitárias puseram em quarentena o hotel Metropark, onde o mexicano infectado se hospedou, e procuram o taxista que o levou ao hotel e os passageiros do mesmo voo em que ele chegou.

O Ministério da Saúde da Dinamarca também confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso de uma pessoa infectada com o vírus da gripe A (H1N1) no país . As autoridades de saúde dinamarquesas ainda não divulgaram mais detalhes sobre o infectado, cujo caso é o primeiro a ser registrado em toda a Escandinávia.

Também nesta sexta-feira, a ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot-Narquin, confirmou a existência de dois casos de gripe A na região de Paris , sendo um homem de 49 anos e uma jovem de 24. Em entrevista à rede de televisão "TF1", a ministra disse que há ainda um terceiro caso com muitas probabilidades de dar resultados positivos.

As duas pessoas que foram infectadas com o vírus da gripe haviam estado recentemente no México e, portanto, a contaminação "não se produziu em território francês", acrescentou Bachelot-Narquin. Os dois pacientes estão sendo tratados com antivirais e o quadro deles evolui favoravelmente, afirmou a ministra.

* com informações das agências AFP, BBC, EFE e Reuters

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