Organização indica que 5,5% da população iraquiana seguem deslocados

Genebra, 20 fev (EFE).- Cerca de 5,5% da população iraquiana continua deslocada - cerca de 1,6 milhão de pessoas -, três anos depois do ataque contra o mausoléu xiita de Samarra, que provocou a explosão da violência sectária nesse país e grandes fluxos de deslocamentos.

EFE |

Um relatório da Organização Internacional para Migrações (OIM) indica que, apesar de o ritmo de deslocamentos ter caído, o número de pessoas nessa situação é extremamente alto.

Segundo o estudo, 59% dos deslocados vivem em lugares insalubres que são alugados por valores elevados e não têm emprego, enquanto 22% residem em assentamentos coletivos, edifícios públicos ou abrigos improvisados.

O resto encontrou abrigo em casa de parentes e amigos, mas também costumam viver em condições de aglomeração.

"Apenas 16% dos deslocados nos três últimos anos conseguiram voltar para casa", afirma a OIM.

O relatório afirma que 19% dos refugiados nesse mesmo período não têm acesso ao programa de ajuda alimentícia do Governo, "do que depende grande parte da população iraquiana".

Cerca de 44% têm acesso ocasional a essa ajuda, o que explica que 81% dos deslocados considerem que a alimentação é sua necessidade prioritária.

Ainda para aqueles que conseguiram recuperar suas casas, as condições são péssimas, pois suas propriedades e as infraestruturas básicas estão em péssima situação. EFE is/an

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