Organização denuncia centenas de detenções arbitrárias em Honduras

San José, 22 set (EFE).- Uma organização hondurenha fez denúncias hoje sobre centenas de detenções arbitrárias e violações dos direitos humanos no país desde segunda-feira, quando o presidente deposto Manuel Zelaya retornou a Tegucigalpa.

EFE |

A presidente do Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh), Bertha Oliva, declarou por telefone a jornalistas da Costa Rica que há 157 detidos no Estádio Nacional de futebol de Tegucigalpa.

"Basicamente, os motivos das detenções são pela participação nas manifestações em favor da restituição de Zelaya e pela violação do toque de recolher", disse Oliva.

A presidente do Cofadeh também afirmou que o Governo "está reprimindo duramente os jovens e mulheres e, além disso, há lugares nos quais se construíram campos de concentração ao estilo nazista".

Oliva assegurou, além disso, que a sede da Cofadeh foi atacada hoje por militares com gás lacrimogêneo.

A responsável pela organização afirmou que as tropas estão dificultando a chegada de alimentos às casas por causa do toque de recolher decretado na segunda-feira pelo Governo presidido por Roberto Micheletti, nomeado pelo Parlamento em 28 de junho, quando Zelaya foi expulso do país.

Oliva lembrou que a eletricidade foi cortada nas proximidades da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa - onde Zelaya recebeu abrigo - e que o fornecimento de energia elétrica em nível nacional está sendo controlado pelos militares. EFE ns/bba

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