Organização de imprensa pede justiça contra perseguição a jornalistas

Viena, 12 nov (EFE).- O Instituto Internacional de Imprensa (IPI, na sigla em inglês), uma rede de editoras e proprietários de meios de comunicação de 120 países, lançou hoje em Viena uma campanha a favor de mais justiça para jornalistas perseguidos no mundo.

EFE |

Sob o lema "Justiça Denegada", o IPI trata de chamar a atenção da imprensa mundial sobre casos de jornalistas assassinados, presos ou ameaçados em países como Cuba, México, Rússia, Sri Lanka e Turquia.

"As histórias contadas pela campanha contra a negação de justiça são registros fortes dos perigos que enfrentam os jornalistas comprometidos a informar o público", assinalou o diretor do IPI, David Dadge, em comunicado emitido em Viena.

"Quando um jornalista é atacado ou preso, a perda vai além do plano pessoal: comunidades inteiras perdem acesso à informação de que tanto necessitam", acrescentou.

"Temos certeza de que estas histórias comoverão o sentido de justiça inato nos seres humanos, mas também esperamos que incitem as pessoas a atuar", concluiu Dadge.

A campanha de IPI inclui uma exaustiva lista de jornalistas perseguidos no mundo, cujos casos são descritos no site do IPI (www.freemedia.at/justicedenied).

Ela inclui resumos dos casos, entrevistas e comentários de pessoas próximas aos jornalistas afetados e informação geral sobre os países mais repressores.

As histórias de impunidade incluem a de um jornalista turco assassinado aparentemente por se atrever a questionar pontos de vista fundamentalistas e a de um cronista mexicano da reportagem policial que simplesmente desapareceu.

Além disso, relatam-se as histórias de vários jornalistas cubanos detidos por pedir reformas, assim como as de dois iranianos ameaçados com pena de morte após abordarem a crise que padece a comunidade curda na república islâmica. EFE jk/jp

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