Organismos financeiros internacionais não suspenderam pagamentos, em Honduras

Tegucigalpa, 14 jul (EFE).- A nova ministra de Finanças de Honduras, Gabriela Núñez, assegurou hoje que nenhum ente financeiro internacional notificou a suspensão de pagamentos ao Governo, apesar dos anúncios de sanções pela não restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya.

EFE |

"Não houve comunicação sobre alguma suspensão de fundos externos", declarou Núñez a jornalistas.

Após o golpe de Estado contra Zelaya, ocorrido no último dia 28, organismos como o Banco Mundial (BM) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciaram que congelariam pagamentos pendentes para Honduras.

O ministro da Indústria e Comércio hondurenho, Benjamín Bográn, disse à Agência Efe que "o comércio exterior está ocorrendo normalmente", apesar de algumas medidas iniciais dos países vizinhos.

"Neste momento, nossas exportações e importações estão operando de maneira normal com todos os países da América Central e com todo o resto do mundo", afirmou Bográn.

Após o golpe de Estado, Nicarágua, El Salvador e Guatemala fecharam por 48 horas suas fronteiras com Honduras como represália pela saída de Zelaya, medida que causou perdas da ordem de US$ 20 milhões no comércio regional, segundo fontes empresariais hondurenhas.

O novo Governo hondurenho, presidido por Roberto Micheletti, não é reconhecido pela comunidade internacional. Além disso, o país foi suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) por não restituir Zelaya. EFE lam/bba

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