Ordenada no Equador suspensão de propaganda alusiva ao consumo de drogas

Quito, 20 set (EFE).- O Conselho Nacional de Radiodifusão e Televisão do Equador (Conartel) ordenou hoje às televisões e rádios a suspensão da propaganda alusiva ao consumo de drogas e outras substâncias entorpecentes ou psicotrópicas que foram transmitidas nos últimos dias com o objetivo do referendo sobre a Carta Magna.

EFE |

A decisão foi adotada poucas horas depois que o presidente do Equador, Rafael Correa, rejeitou a propaganda apresentada pela oposição sobre o consumo de drogas.

"Vejam equatorianos a que nível de miséria humana chegou esta gente em seu desespero de nos manter no passado", disse hoje Correa em seu relatório semanal de trabalho, após criticar a interpretação que foi dada aos artigos referentes ao tema.

Quem defende o "Não" tendo como alvo o referendo do dia 28 de setembro assegura que o projeto constitucional despenaliza o consumo de drogas e Correa ressaltou hoje que o que o texto faz é esclarecer que as dependências são um problema de saúde pública e não um crime.

Após essas críticas, o Conartel, em sessão extraordinária, dentro de sua competência legal para regular e controlar a programação emitida pelas estações de rádio e televisão em todo o país, analisou o conteúdo da publicidade emitida sobre o consumo de drogas, informou a Presidência da República.

Baseado na Lei de Radiodifusão e Televisão, o Conartel resolveu "proibir a transmissão de programação ou publicidade alusivos ao consumo de drogas e outras substâncias entorpecentes ou psicotrópicas, apologia aos delitos e outros atos que afetem a dignidade do ser humano", indica a Presidência em sua página de internet.

Em conseqüência, dispõe que as estações de radiodifusão e televisão "suspendam em forma imediata a transmissão da publicidade" relativa ao consumo de drogas e ao projeto de Constituição no marco da campanha para o referendo.

Mais de nove milhões de equatorianos estão convocados para o referendo do próximo dia 28 de setembro no qual deverão aprovar ou rejeitar o projeto de Carta Magna, redigido pela Assembléia Constituinte, de maioria governista. EFE sm/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG