Orçamento de Obama defende plano para clima baseado no mercado

WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca pediu a implementação de uma política ampla e baseada no mercado que inclua compensações para combater a mudança climática, mas omitiu no orçamento do governo uma projeção de que um mercado de bônus relacionados às emissões de gases-estufa gerará 646 bilhões de dólares em receitas até 2019. O governo do presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu reduzir as emissões norte-americanas de gases-estufa em cerca de 17 por cento até 2020 em relação aos níveis de 2005.

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Para concretizar essas metas empresários podem investir em compensações de emissões de gases-estufa em fazendas ou no desenvolvimento de mercados de exportações para tecnologias de energia limpas "por meio de atividades de compensações de emissões no exterior", segundo a proposta orçamentária.

O orçamento deixou de fora a projeção dos bônus de emissões entre 2012 e 2019, que consta de um projeto climático enviado pelo governo no ano passado parado no Congresso.

O futuro do projeto é incerto em meio à oposição de senadores de Estados que produzem e usam grandes quantidades de combustíveis fósseis.

Assessores da Casa Branca, no entanto, trabalham para avançar na legislação sobre o clima e o orçamento triplica o apoio para a construção de novas usinas nucleares para 54,5 bilhões de dólares.

Parlamentares que apoiam o projeto esperam que o aumento do apoio para usinas nucleares e incentivos para a exploração de petróleo e gás natural ganhará votos dos republicanos.

(Reportagem de Timothy Gardner)

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