Orçamento de defesa dos EUA prevê fim de programas de alto custo

Por Jim Wolf e Andrea Shalal-Esa WASHINGTON (Reuters) - O secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, apresentou na segunda-feira um orçamento para 2010 que cancela vários programas militares de alto custo e politicamente polêmicos, inclusive um novo helicóptero presidencial, ao mesmo tempo em que amplia verbas para veículos aéreos não-tripulados e outros programas.

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Gates recomendou reduzir as armas para guerras convencionais, e aumentar os programas de inteligência, vigilância, comunicação e reconhecimento, destinados a enfrentar insurgentes em lugares como Iraque e Afeganistão.

"Como eu disse em janeiro ao Congresso, este orçamento representa uma oportunidade, uma dessas raras chances de equiparar a virtude ao necessário, de separar crítica e brutalmente os apetites das reais necessidades", disse Gates a jornalistas.

Entre os programas mais relevantes do Pentágono, a proposta de Gates para 2010 prevê cortar os gastos com defesa antimísseis em 1,4 bilhão de dólares, encerrar após 187 unidades a produção do caça F-22 da Lockheed Martin, cancelar uma licitação de 15 bilhões de dólares para novos helicópteros de resgate e adquirir mais 31 caças F/A-18, da Boeing.

Iria também rever a forma como a Marinha constrói destroieres, cancelar um novo programa de cruzadores, e suspender um programa de 13 bilhões de dólares para o novo helicóptero presidencial, mantido pela Lochkeed e pela AgustaWestland, subsidiária da italiana Finmeccanica.

Ao mesmo tempo, ampliaria dramaticamente as verbas para o caça F-35 Joint Strike Fighter, que está sendo construído pela Lockheed.

O orçamento, se for aprovado pela Casa Branca e o Congresso, irá injetar bilhões de dólares adicionais em programas como os sistemas aéreos não-tripulados, o que daria novas capacidades militares para os EUA, especialmente em guerras mais curtas e menos convencionais, que devem dominar o futuro.

"Este departamento deve demonstrar consistentemente a liderança para paralisar programas que excedam significativamente seu orçamento", disse Gates. "Há uma ampla concordância sobre a necessidade de reformas (no processo) de aquisição e contratação no Departamento de Defesa. Já houve suficientes estudos, suficiente queda-de-braço, suficiente retórica. Agora é hora de ação."

Gates concluiu suas propostas no fim de semana, enquanto a Coreia do Norte lançava um foguete que provoca mais debates sobre programas futuristas, como o Laser Embarcado, planejado para ser um Boeing-747 Jumbo modificado para poder abater mísseis logo após seu lançamento.

(Reportagem de Jim Wolf e Andrea Shalal-Esa; reportagem adicional de Karen Jacobs)

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