Os organizadores da manifestação prevista para este sábado em Teerã, proibida pelo gobierno iraniano, desistiram de desafiar as autoridades, que ameaçaram reprimir com violência qualquer protesto contra a reeleição de Mahmud Ahmadinejad.

A Associação Iraniana de Clérigos Combatientes, que reúne o clero reformista - que tem como um dos fundadores o ex-presidente Mohamad Khatami - e que pretendia organizar um protesto no centro da capital na tarde deste sábado, informou que sem uma autorização não aconteceria a manifestação.

Ao mesmo tempo, uma pessoa ligada a Mehdi Karubi, candidato reformista derrotado e um dos líderes do movimento de oposição a Ahmadinejad, declarou à AFP que a manifestação programada para a praça Enqelab, no centro de Terrã, não foi desconvocada.

A principal figura da onda de contestação, Mir Hossein Moussavi, conservador moderado que não aceita a reeleição de Ahmadinejad na votação de 12 de junho, por acusar fraude, anunciou que divulgará um "comunicado importante ao povo iraniano".

O ministério do Interior e a polícia destacaram que as manifestações estão proibidas em todo o país e as autoridades advertiram que farão com que a restrição seja respeitada.

"Alguns grupos políticos estão divulgando boatos de que uma manifestação foi autorizada. Informamos a todos que não emitimos nenhuma autorização de concentrações ou manifestações em toddo o país", afirma um comunicado do minstério do Interior.

A polícia alertou que todos os organizadores de protestos ilegais serão detidos e julgados.

afp/fp

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