Opositores querem que UE mantenha medidas diplomáticas contra Cuba

Havana, 15 jun (EFE).- Uma porta-voz das Damas de Branco, parentes de 75 dissidentes presos em Cuba em 2003, disse hoje ser partidária a que a União Européia (UE) mantenha as medidas diplomáticas contra o Governo da ilha pelo encarceramento desses opositores.

EFE |

"Queria que fossem mantidas estas sanções da UE a Cuba, porque falar com o Governo cubano não vale a pena", disse Berta Soler, integrante do coletivo.

O Conselho de Ministros de Exteriores da UE revisará em Luxemburgo sua relação com Cuba e a maioria de países do bloco quer revogar as "medidas" aprovadas contra o Governo da ilha em 2003, depois das condenações de 75 dissidentes e a execução de três seqüestradores.

Embora as medidas, que não incluem sanções concretas contra Cuba, tenham sido suspensas em 2005, Havana exige sua "eliminação definitiva" para retomar o diálogo político com a Europa.

As medidas restringiam as visitas de alto nível à ilha, reduziam a participação européia em atividades culturais e estreitavam laços com a oposição interna.

Dos 75 aprisionados de 2003, acusados de conspirar com Washington, atentar contra a independência do Estado e "solapar os princípios da revolução", 55 continuam em penitenciárias, um morreu e 19 foram libertados por razões de saúde.

"Estamos há cinco anos pedindo a liberdade de nossos homens e eles (os governantes cubanos) não escutam", disse Soler, para justificar sua rejeição a que a UE elimine as medidas.

Ela afirmou que "tudo continuará igual" se a Europa ceder e ressaltou que "em primeiro lugar vem a liberdade de nossos homens".

A dissidente expressou seu "respeito" à decisão da UE, se decidir eliminar as medidas, mas destacou que para os presos políticos cubanos "não vai ser nada benéfico", e para seus parentes também não, "porque este Governo (presidido pelo general Raúl Castro) ri de tudo". EFE rmo/db

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