Opositores pressionam Morales com bloqueios de estradas

La Paz, 25 ago (EFE).- Grupos opositores começaram hoje a bloquear as estradas do sudeste da Bolívia que ligam o país com Argentina e Paraguai de modo a aumentar a pressão sobre o presidente Evo Morales para reivindicar a devolução da receita proveniente do petróleo para as regiões.

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Grande parte do sul do país tem sido afetada por bloqueios de estradas nacionais e internacionais porque, de forma simultânea à ação dos opositores, camponeses partidários de Morales mantêm há seis dias um bloqueio em Chuquisaca contra a governadora opositora desse departamento (estado), Savina Cuéllar.

O protesto da oposição na região conhecida como Chaco, na fronteira com Argentina e Paraguai, tem o apoio dos governadores departamentais e dirigentes civis autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.

Os focos de maior tensão estão nas localidades de Villamontes, onde há quatro pontos de bloqueio, um deles em direção ao Paraguai, e em Yacuiba, na fronteira com a Argentina, onde a passagem pela ponte internacional foi interrompida.

Na região de Chaco, território dividido por três departamentos, estão 85% das reservas de gás da Bolívia, que são exploradas por várias empresas transnacionais, entre elas a Petrobras.

Os presidentes dos comitês cívicos de Villamontes e Yacuiba, Felipe Moza e Guimer Beizaga, respectivamente, confirmaram à Agência Efe o início das medidas de força, de caráter indefinido e que eventualmente podem ter efeito sobre as operações petrolíferas na região.

De fato, Moza defendeu que em Villamontes os manifestantes bloquearam as estradas que vão para os poços de gás Sábalo I, II, III e IV do megacampo San Antonio, operado pela Petrobras.

Uma fonte do setor petroleiro confirmou à Efe que efetivamente há um bloqueio no Puerto Ustarez da via em direção a San Antonio, mas comentou que isso não terá conseqüências nas operações do campo.

San Antonio está protegido atualmente por 17 soldados do Exército para garantir que não sejam interrompidas as operações de exportação de gás para o Brasil e a Argentina. EFE ja/bm/rr

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