Opositores pedem ao Governo iraquiano fim de campanha contra distrito xiita

Bagdá, 27 abr (EFE).- Dezenas de deputados da oposição, em sua maioria xiitas, iniciaram hoje uma manifestação para pedir ao Governo iraquiano o fim da campanha de segurança contra o populoso distrito xiita da Cidade de Sadr, no leste de Bagdá.

EFE |

"A mobilização, que começou ao meio-dia de hoje na praça Al Sadrein, no centro do distrito, exige o fim das operações militares, e do cerco imposto sobre seus habitantes", explicou à Agência Efe Maha Adel Magdi, deputada do Bloco político do clérigo radical xiita, Moqtada al-Sadr.

Além disso, Magdi afirmou que os "mais de 40 legisladores que participam da manifestação comprovaram o grau de sofrimento dos habitantes da Cidade de Sadr, e viram como os helicópteros americanos bombardeiam os bairros e as avenidas".

Na opinião da deputada, o Governo pretende isolar os opositores, com essa campanha de segurança, "para não lhes permitir que participem do processo político com o objetivo de garantir a promulgação de leis importantes".

Entre essas normas figuram a do petróleo e a do gás; e a assinatura de um tratado a longo prazo com os EUA, "que tem a finalidade de consagrar a ocupação militar americana", explicou Maha.

A manifestação ocorre depois que a Cidade de Sadr foi palco nas últimas quatro semanas de enfrentamentos entre membros da milícia "Exército Mehdi", liderada por Muqtada, e tropas iraquianas, que contam com apoio militar americano.

Os combates no distrito foram desencadeados com a ampla campanha de segurança que o Governo lançou entre o final de março e o início de abril deste ano na cidade meridional de Basra "contra criminosos e delinqüentes".

No entanto, Sadr acusou o Governo do primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki de usar essas operações militares para isolar o Bloco político do clérigo das eleições provinciais e locais previstas para outubro próximo.

Por sua vez, o presidente do Parlamento, Mahmoud al Machadani, revelou ontem que uma delegação de deputados do Bloco de Sadr tem a intenção de se reunir com as autoridades máximas do país para resolver a crise de maneira pacífica. EFE am-aj/bm/fb

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