Opositores desafiam Morales com referendo sobre autonomia plena para Sucre

La Paz, 19 jul (EFE).- Os governadores regionais da oposição desafiaram o presidente boliviano, Evo Morales, a convocar um referendo para definir a autonomia plena para Sucre e ameaçaram fazer uma greve de fome se o Governo não restituir a renda petrolífera regional, informa a imprensa local.

EFE |

O pedido surgiu após a reunião dos governadores adversários de Morales no chamado Conselho Nacional Democrático (Conalde), realizada na noite desta sexta-feira na cidade de Sucre (sul).

Os governadores do Conalde, formado por autoridades de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Cochabamba, se reuniram nessa cidade para receber a recém-eleita governadora de Chuquisaca, a indígena opositora quíchua Savina Cuéllar.

Após a reunião, o Conalde emitiu um comunicado no qual os governadores "exigem do presidente a convocação imediata de um referendo nacional para que a vontade soberana decida a sede dos poderes do Estado" e ameaçaram convocá-lo por conta própria se o Executivo não responder até 11 de agosto.

Desta maneira, foi reativado o pedido do departamento de Chuquisaca, onde fica Sucre, a capital histórica da Bolívia, do retorno dos poderes Executivo e Legislativo, transferidos para La Paz após uma guerra civil no século XIX.

"O tema da autonomia não é um tema entre Sucre e La Paz, mas um tema nacional porque estamos falando da Bolívia, e os departamentos devem decidir o que fazer em relação à autonomia", justificou o governador de Tarija, Mario Cossio.

Além disso, o Conalde deu um ultimato a Morales até 4 de agosto para restituir às regiões o Imposto Direto sobre os Hidrocarbonetos (IDH), confiscado pelo Governo central no ano passado para financiar a pensão mensal dos idosos.

Caso não sejam atendidos, iniciarão uma greve nacional de fome, destaca o comunicado do Conalde, divulgado pelo jornal "La Razón".

Os governadores opositores ratificaram sua decisão de concorrerem ao referendo revogatório convocado para 10 de agosto, no qual submeterão à votação popular a continuidade de seus mandatos e dos do presidente e do vice-presidente. EFE rs/wr/db

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