Opositores de Morales dizem que bloqueios a estradas não afetarão Brasil

La Paz, 4 set (EFE) - Os opositores do Governo do presidente boliviano, Evo Morales, informaram hoje que os bloqueios de estradas no país não se estenderão à fronteira com o Brasil, confirmaram fontes oficiais. Os manifestantes afirmaram que manterão os bloqueios a rotas do departamento de Santa Cruz, onde as obstruções permanecerão por 72 horas. Paralelamente, segundo a imprensa local, o Governo aumentou a presença policial e militar em Beni, Pando, Santa Cruz e Tarija para reforçar a vigilância de campos petrolíferos e instituições estaduais, algumas das quais foram ocupadas por radicais. Os opositores pedem a Morales que restitua as receitas provenientes dos impostos petrolíferos que foram cortadas de algumas regiões em janeiro e que flexibilize o projeto de nova Carta Magna que pretende aprovar em um referendo em dezembro. O bloqueio em Santa Cruz interrompe a passagem entre essa região e Cochabamba e Chuquisaca. A confirmação foi feita à Efe por Johnny Melgar e Aurelio Vaca, subprefeitos das províncias Andrés Ibáñez e Germán Busch, respectivamente, ambas localizadas na rica região de Santa Cruz, reduto dos opositores a Morales. Não queremos nos prejudicar. Simplesmente estão tomando estas rotas rumo aos departamentos do interior do país, que são os que são contrários a nós, destacou Aurelio Vaca.

EFE |

Já Melgar disse que esta medida, que se estenderá até sábado, é "dura" e afeta a população de Santa Cruz, pelo que depois analisarão outras ações para impedir a exportação de gás para Argentina e Brasil.

Os bloqueios foram intensificados em Santa Cruz um dia depois da reunião que os cinco governadores regionais e líderes opositores desse departamento e de Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca anunciaram a ampliação dos protestos contra o Governo. EFE lav/rb/db

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