Opositores de Morales aumentam bloqueios de estradas em região petrolífera

La Paz, 26 ago (EFE).- Os grupos opositores ao presidente boliviano Evo Morales aumentaram hoje o número de estradas bloqueadas na região petrolífera do sul do país, durante o segundo dia de um protesto para fazer exigências econômicas ao Governo, informaram dirigentes da região.

EFE |

O novo bloqueio começou em Camiri, situada no departamento de Santa Cruz, e se soma aos já existentes desde segunda-feira nas rotas em direção a Paraguai e Argentina, disseram fontes à imprensa local.

A interrupção da principal via de Camiri impede a ligação entre esta cidade e outras estradas rumo à Argentina e ao Paraguai anteriormente bloqueadas em Villamontes e Yacuiba, os outros focos de tensão no conflito.

Os grupos que mantêm o bloqueio no sul da Bolívia, onde estão 85% das reservas de gás, têm o apoio dos governadores departamentais e dirigentes civis autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca, todos contrários a Morales.

Essas regiões reivindicam a devolução da receita do petróleo que lhes foi cortada em janeiro pelo Executivo para financiar o pagamento de um bônus de ajuda aos idosos.

O ministro da Defesa Walker San Miguel lamentou os bloqueios na região, porque, segundo disse, ali está a "aorta" do gás e do petróleo da Bolívia.

O Governo reforçou a presença do Exército nos campos petrolíferos do sul. Sete caminhões com soldados chegaram à Villamontes, disseram fontes jornalísticas à Agência Efe.

A presença militar tenta evitar que os opositores ocupem campos ou fechem válvulas de gasodutos, como ocorreu em ocasiões anteriores no meio de conflitos sociais.

O ministro advertiu que, caso o fornecimento de gás da região seja interrompido, a "Bolívia receberia uma punhalada muito dura", pois não poderia enviá-lo ao Brasil, à Argentina ou ao mercado interno. EFE ja/rb/gs

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