Opositores ao golpe na Mauritânia rejeitam debate político

NUAKCHOTT -A Frente Nacional para a Defesa da Democracia (FNDD), hostil ao golpe de Estado que derrubou o ex-presidente mauritano Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi, rejeitou neste domingo o debate político proposto para final do mês pelo primeiro-ministro nomeado pela junta militar, Moulaye Ould Mohamed Laghdhaf.

EFE |

"Rejeitamos de maneira categórica qualquer combinação organizada pelo poder golpista e ilegítimo", disse o FNDD em comunicado, no qual considera que o anúncio é "uma nova operação de promoção do golpe para a opinião pública nacional e internacional".

Para o FNDD, o anúncio da organização de debates feito ontem pelo Governo tem como "único objetivo dar um aspecto de legitimidade a essa traição", em alusão ao golpe contra o general Abdalahi no último 6 de agosto.

"Este novo episódio" mostra um desprezo "da vontade de nosso povo" e da comunidade internacional, acrescenta o comunicado.

O FNDD reúne cinco partidos políticos e reafirma que "qualquer solução para a atual crise passa necessariamente pela libertação imediata e pelo restabelecimento do presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi e do primeiro-ministro legítimo Yahya Ould Ahmed El Waghev na plenitude de suas funções, e finalmente, pela exclusão do Exército da política".

O grupo pede à comunidade internacional que "exerça todas as formas de pressão sobre os responsáveis pelo golpe de Estado de modo a garantir o restabelecimento da legalidade constitucional, o respeito à Constituição e aos acordos internacionais".

O FNDD também condena "a propaganda mentirosa feita pelos golpistas e seus porta-vozes nos meios de comunicação públicos, com a qual pretendem ocultar o fracasso em sua aceitação nacional" e a condenação da comunidade internacional.

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