La Paz, 19 ago (EFE) - Os opositores ao presidente boliviano, Evo Morales, nas regiões de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca anunciaram um bloqueio das estradas nacionais nestes departamentos após a greve geral de hoje.

O presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Branko Marinkovic, explicou que estas cinco regiões -governadas todas por opositores- continuarão com os protestos para exigir a devolução da renda petrolífera que o Executivo cortou no começo do ano para custear uma ajuda aos maiores de 60 anos.

Em entrevista coletiva, Marinkovic deu por encerrada a greve geral que foi apoiada, segundo disse, de forma "contundente" nos cinco departamentos.

Após a greve, a partir da meia-noite (1h em Brasília) os opositores autonomistas bloquearão por 24 horas os pontos de conexão terrestre destas cinco regiões para o resto da Bolívia, ou seja, em direção aos departamentos do oeste do país (La Paz, Oruro, Potosí e Cochabamba).

O dirigente de Santa Cruz não descartou outras medidas de pressão contra o Governo Morales, mas não quis dizer que tipo de ações têm previstas.

Os autonomista acusam Morales de querer enfraquecer economicamente seus departamentos com o corte da renda procedente do Imposto Direto aos Hidrocarbonetos (IDH), um dos principais pontos de conflito entre o líder indígena e os governadores regionais.

Sobre o prejuízo econômico que o bloqueio de estradas pode causar, Marinkovic destacou que é Morales quem prejudica a Bolívia com suas "más" políticas econômicas e reivindicou a aplicação da autonomia como solução aos problemas do país.

Também lembrou que foi Morales quem "causou tanto dano econômico ao país" com os bloqueios que organizava em sua etapa de dirigente sindical cocaleiro.

Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca realizaram hoje uma greve geral, que, segundo o Governo de Evo Morales, só foi secundada nas capitais departamentais e sob a ameaça de grupos radicais. EFE sam/db

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