Opositora denuncia perseguição oficial após eleições no Equador

A candidata da oposição ao governo de Orellana, a província mais rica do Equador, Guadalupe Llori, denunciou nesta segunda-feira uma perseguição do governo para impedir sua eleição, depois de anulada a votação que ela chegou a ganhar no dia 26 de abril.

AFP |

"Sinto que continua a perseguição política, sinto que o governo está me perseguindo", disse Guadalupe Llori, ex-governadora e candidata à reeleição da província de Orellana (leste).

A dirigente foi detida em 2008 sob suspeita de ter instigado um violento protesto que paralisou a produção de petróleo em Orellana e, apesar de ter sido anistiada, deveria permanecer presa por quase 10 meses por suposto peculato, acusação da qual foi finalmente absolvida.

Llori, considerada então presa política por uma ONG internacional de direitos humanos, afirmou que por meio de uma decisão eleitoral tentavam desconsiderar sua vitória nas eleições de 26 de abril.

Domingo "recebi a sentença do tribunal eleitoral que anula o processo de votação na província de Orellana", queixou-se a candidata, acrescentando que a decisão foi tomada apesar da recontagem dos votos que confirmavam sua eleição.

Além disso, mostrou ante as câmaras atas com a votação que a dão como vencedora diante de um candidato de um partido de esquerda apoiado pelo governo. Nenhuma autoridade confirmou até agora a autenticidade dos documentos.

"Mas faremos respeitar a decisão soberana, lutando com o povo. Esta é outra injustiça que querem cometer", afirmou Llori ao canal Teleamazonas.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ainda não proclamou os resultados finais em meio ao descontentamento de vários candidatos -inclusive alguns da aliança governista, que denunciaram de irregularidades a fraudes.

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