Opositora de Mianmar condena injustiças em seu julgamento

Bangcoc, 10 jun (EFE).- A principal opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, lamentou hoje as injustiças cometidas em seu julgamento por ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, segundo um dos advogados de defesa.

EFE |

"Suu Kyi está bem, mas lamenta as injustiças cometidas em seu caso e me pediu que continuasse a batalha legal", disse o advogado Nyan Win na saída da penitenciária de Insein, nos arredores de Yangun, segundo fontes da dissidência.

Nyan Win, também porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), legenda de Suu Kyi, disse que se reuniu com sua cliente durante uma hora e meia, a fim de discutir a decisão da véspera em um tribunal de Yangun, que os autorizou a apresentar mais uma testemunha, mas rejeitou outros dois, e sobre outros detalhes do processo.

O advogado confirmou que amanhã recorrerão ao Alto Tribunal de Mianmar (antiga Birmânia) contra esta sentença, e defenderão seu direito de ter as outras duas testemunhas que pedem.

Trata-se do vice-presidente da LND, Tin Oo, em prisão domiciliar, e do veterano jornalista Win Tin, membro do partido.

A equipe de defesa apresentou quatro testemunhas, e os dois juízes militares que presidem a sala só haviam autorizado o jurista Kyi Win, da defesa, enquanto a promotoria propôs 22 testemunhas, todas aceitas, e no final só chamou 14 a depor, na maioria membros dos corpos de segurança.

Kyi Win depôs em 28 de maio e, desde então, as audiências orais estão adiadas, enquanto se tramita em outros tribunais o direito de Suu Kyi a uma defesa justa.

A outra testemunha autorizada na véspera é a advogada Khin Moh Moh, também da equipe de Suu Kyi.

A continuação do julgamento estava prevista para a próxima sexta-feira, mas Nyan Win opinou que, enquanto não se decidir este assunto, não será possível retomar as audiências.

As Nações Unidas, os Estados Unidos e outros Governos pediram a libertação imediata de Suu Kyi.

Caso seja condenada, a principal opositora birmanesa pode ser condenada a até cinco anos de prisão, o que a impediria de concorrer ao pleito parlamentar que acontecerá no próximo ano. EFE tai/an

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