Opositora boliviana diz ter obtido condição de refugiada no Brasil

La Paz, 26 set (EFE) - A presidente do Comitê Cívico de Pando (norte da Bolívia), a opositora Ana Melena, assegurou que obteve no Brasil a condição de refugiada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), informou hoje a imprensa.

EFE |

Melena anunciou da cidade de Brasiléia (AC), que faz divisa com Cobija (Pando), sua condição de refugiada após permanecer dez dias escondida por considerar que era objeto de perseguição política por parte do Governo do presidente Evo Morales.

A dirigente cívica abandonou a Bolívia em 12 de setembro, um dia após ter sido declarado o estado de sítio em Pando devido aos choques violentos entre governistas e opositores, que causaram a morte de pelo menos 15 pessoas na região.

O Governo já deteve 15 pessoas por suposto envolvimento nos distúrbios, entre as quais está o ex-governador do departamento (estado), o opositor Leopoldo Fernández.

Na remota região de Pando ocorreram os piores episódios da onda de violência que, nas últimas semanas, afetou a Bolívia e que o Governo e a oposição tentam resolver por meio de um processo de diálogo instalado em Cochabamba, centro do país.

Para a próxima segunda-feira está prevista a chegada de uma comissão da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para investigar os acontecimentos em Pando, que para o Executivo foi um massacre de camponeses, enquanto a oposição acusa os governistas de serem os agressores.

Morales deve visitar hoje a região para se reunir com o novo governador da localidade, Rafael Bandeira, almirante da Força Naval que foi designado por ele para substituir Fernández, que foi preso.

O ex-governador regional permanece preso em La Paz acusado pelo Governo de violar o estado de sítio e por algumas vítimas de ser o suposto autor de homicídios e terrorismo.

Além disso, a Procuradoria Geral abriu um processo contra Fernández por "genocídio", e o Ministério da Justiça apresentou na quinta uma denúncia contra ele por desaparecimento forçado, tentativa de assassinato, humilhações, torturas, privação de liberdade, coação e lesões. EFE az/fh/db

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