Opositora birmanesa poderá apresentar outra testemunha de defesa

Bangcoc, 9 jun (EFE).- A opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, poderá apresentar outra testemunha para sua defesa no julgamento contra ela por, supostamente, ter violado em maio os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, determinou hoje um tribunal de Yangun.

EFE |

Os advogados de Suu Kyi, de 63 anos, pediam ao tribunal para poder apresentar as três testemunhas rejeitadas de uma lista de quatro, por isso recorrerão contra a decisão.

As testemunhas desqualificadas pertencem à legenda política de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia (LND), e são Win Tin, jornalista e prisioneiro político; Tin Oo, vice-presidente da LND e atualmente sob prisão domiciliar; e o advogado Khin Moe Moe.

Kyi Win, também advogado de Suu Kyi, foi a única pessoa autorizada pelos dois juízes militares de um tribunal de Insein, nos arredores de Yangun, que julgam Suu Kyi desde maio.

O recurso para apresentar mais testemunhas foi apresentado na semana passada e paralisou o julgamento contra a Nobel da Paz, quando estava previsto que a acusação e a defesa mostrassem os argumentos finais na sexta-feira passada.

A ONU e Governos de todo o mundo pediram a libertação da Nobel da Paz junto com todos os presos políticos do país, cerca de 2,2 mil, segundo a Associação de Assistência aos Presos Políticos de Mianmar.

Se a opositora birmanesa for considerada culpada, não poderá concorrer às eleições parlamentares do próximo ano.

Mianmar é governado por militares desde 1962 e não realiza eleições legislativas desde 1990, quando a LND ganhou com mais de 82%. A Junta Militar nunca reconheceu a derrota eleitoral. EFE grc/an

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