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Opositor venezuelano qualifica expulsão de embaixador israelense de triste

Caracas, 7 jan (EFE).- O ex-embaixador venezuelano e representante da oposição Milos Alcalay afirmou hoje que a expulsão do embaixador de Israel na Venezuela, Shlomo Cohen, decidida na terça-feira pelo Governo, é uma página triste.

EFE |

Alcalay disse ao canal privado "Globovisión" que a expulsão de Cohen faz parte da "política-espetáculo" que o Governo do presidente Hugo Chávez faz para obter "protagonismo" internacional.

A Venezuela decidiu expulsar Cohen em vista da "flagrante violação do Direito Internacional" por parte de Israel e de sua "utilização planejada do terrorismo de Estado", segundo um comunicado do Governo venezuelano.

O opositor, que ocupou cargos de responsabilidade no Executivo, até ter demonstrado simpatia pelo golpe de Estado de 2002, disse que a posição do Governo é "um apoio à causa do fundamentalismo".

A atual crise diplomática entre os países teve um precedente em agosto de 2006, quando, durante a invasão israelense ao Líbano, Chávez retirou o encarregado de negócios venezuelano em Tel Aviv.

Em resposta, Israel convocou seu embaixador em Caracas, que voltou à capital venezuelana um mês e meio depois.

O último embaixador venezuelano em Israel foi Ángel Machado, que ocupou o cargo até outubro de 2004. EFE rr/db

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