Opositor venezuelano é interrogado por mais de 10 horas sobre corrupção

Caracas 28 nov (EFE) - A Assembléia Nacional (AN) da Venezuela interpelou hoje por mais de dez horas o ainda governador do estado de Zulia e dirigente opositor, Manuel Rosales, para obter informação sobre supostos casos de corrupção dos quais é acusado.

EFE |

As denúncias contra Rosales, que afirmou não ser autor de qualquer irregularidade ou crime, foram introduzidas na AN pelos deputados governistas Mario Isea, Saúl Ortega e Alberto Castelar e se referem fundamentalmente a três aspectos, todos sujeitos a investigações paralelas em andamento na Promotoria.

O primeiro tem relação com uma suposta fraude fiscal na Loteria de Zulia, o segundo com a suposta acumulação ilegal de bens pessoais e o terceiro com a doação de bens públicos a particulares, entre eles 248 veículos que, disse, "estavam abandonados" e foram dados a policiais em um "gesto de política social e ambiental".

Rosales protestou repetidamente por não ter sido informado antes do detalhe das acusações contra si e que teve que se informar de alguns aspectos pela imprensa, o que foi desmentido insistentemente pelos legisladores.

Também qualificou de violação a seus direitos que só tenha sido permitido a sete dos dez assessores com os quais se apresentou estar simultaneamente na sala de interpelação e fingiu que estes respondiam às perguntas.

A Presidência da comissão não aceitou isso sob o argumento de que os assessores ajudam e o interpelado responde.

"Os poucos bens que tenho estão plenamente identificados e justificados", repetiu o governador em várias ocasiões quando foi acusado do contrário pelos deputados, a maioria aliada ao presidente Hugo Chávez, ou de responder com evasivas e falsidades. EFE rr/db

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