Caracas, 25 out (EFE) - O líder opositor venezuelano Manuel Rosales, atual governador do estado de Zulia e candidato à Prefeitura de Maracaibo, disse hoje que não teme a advertência militar feita pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ele (Chávez) é tão homem quanto eu, e não tenho medo nem dos tanques, nem dos canhões (...

); pode fazer e dizer o que quiser, mas sabe que, em Zulia, defendo os interesses de Zulia em qualquer âmbito", declarou Rosales aos jornalistas.

Chávez anunciou na sexta-feira que está disposto a preparar ações "militares" em Zulia, estado que fica na fronteira com a Colômbia, se a oposição vencer as eleições municipais em 23 de novembro.

Após exigir que o presidente "utilize uma linguagem de maior nível", Rosales acrescentou: "Nunca me envolvi com ele; eu o respeito como presidente (...); se ele não me respeita e quer medir forças comigo, eu não vou aceitar nem ele nem ninguém".

"Seria muito interessante que Chávez e eu debatêssemos sobre seu Governo e o meu, para ver qual é o melhor", disse Rosales.

O Governo do líder venezuelano ficará marcado como o "mais corrupto e mentiroso da história" porque está "mergulhado em corrupção", administrado por uma "máfia" integrada por ministros, governadores e outros funcionários.

Rosales ressaltou em seguida que apenas "uma parte" delas "está envolvida em fraudes e negócios de milhões e milhões de dólares" e também de "narcotráfico e máfias" devido à relação "comprovada" com a guerrilha colombiana.

O governador de Zulia afirmou que será no Palácio de Miraflores, ao qual qualificou de "ninho de 'capos'" e "mafiosos", onde se sentirá com maior força a derrota eleitoral que o Governo enfrentará no próximo mês, pois a oposição terá uma "vitória apoteótica".

O opositor também denunciou que o prefeito de Maracaibo e candidato à sucessão no Governo de Zulia, o governista Gian Carlo Di Martino, "roubou" dinheiro público.

Chávez afirmou no comício onde anunciou as ações "militares" em Zulia que "ninguém deve se esquecer que esta é uma revolução pacífica, mas é uma revolução armada" e chamou Rosales de "marionete do imperialismo" americano.

Também em outro discurso em Zulia, o presidente venezuelano previu que "os planos" para transformar o estado em uma "Santa Cruz venezuelana" fracassarão, em referência ao departamento autonomista boliviano. EFE ar/wr/db

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