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Opositor venezuelano diz na TV peruana que segue na luta

Lima, 22 abr (EFE).- O líder opositor venezuelano Manuel Rosales, que pediu asilo político no Peru, apareceu hoje pela primeira vez em público numa transmissão televisiva em Lima, durante a qual disse que segue na luta para libertar a pátria.

EFE |

Apesar de uma entrevista coletiva ter sido anunciada, Rosales falou ao vivo de um hotel numa mensagem televisionada.

Na mesma hora, os ministros do Governo peruano debatiam o pedido de asilo político apresentado ontem por seu advogado, o congressista peruano Javier Valle Riestra.

Na TV, Rosales disse: "Não podia aprovar uma decisão judicial arranjada, manipulada pelos que se deleitaram atropelando-me e me colocando para escanteio para me humilhar, me destruir. Menos ainda podia permitir que matassem", porque um democrata não se entrega a "um ditador, muito menos a um covarde".

"Por isso estou aqui (no Peru)", país no qual Morales se comprometeu a respeitar "o status que possa vir a ter", disse.

O opositor também destacou que irá a outros países e a outras instâncias para dar continuidade a sua oposição ao regime do presidente Hugo Chávez, até que, "em breve", possa retornar a seu país.

Rosales reiterou que está ainda "mais decidido a continuar lutando" contra "este regime totalitário abusivo que viola os direitos humanos civis, pisoteia a Constituição da Venezuela e persegue os governadores e prefeitos que foram eleitos por livre decisão do povo venezuelano".

O líder da oposição, processado por corrupção, afirmou ainda que seu país vive "uma situação um tanto delicada e difícil" sob o regime de Chávez, a quem se referiu como "covarde" e "ditadorzinho".

Além disso, declarou que "todo o povo da Venezuela sabe" que ele é "vítima de perseguição política", que o processo aberto contra sua pessoa "viola todos" os seus "direitos" e que "todos os valores da Constituição venezuelana e as leis do país foram desrespeitados".

Para Rosales, as provas apresentadas para corroborar as acusações de que tem propriedades no exterior e a suposta transferência ilícita de milhões de dólares são "todas falsas".

O fundador do partido Um Novo Tempo (UNT) também desafiou Chávez a apresentar provas contundentes contra sua pessoa e a investigar os verdadeiros do país.

"Explique, Chávez, a corrupção em seu Governo, a corrupção mais grave da história da Venezuela", disse Rosales em sua mensagem. EFE watt/sc

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