Opositor venezuelano afirma que se defenderá de acusações de Chávez

Caracas, 8 dez (EFE) - O líder opositor venezuelano Manuel Rosales disse hoje que não retirará a convocação da Promotoria para que, na próxima quinta-feira, se defenda de acusações de corrupção, e advertiu de que sua detenção seria vergonhosa e arbitrária. Seria um fato vergonhoso frente a Venezuela, seria um fato arbitrário, que violaria a Constituição e as leis e certamente o povo da Venezuela o julgará; eu assumirei o que tiver que assumir, afirmou aos jornalistas. A ação judicial contra Rosales, por supostos fatos de corrupção, narcotráfico e golpismo, foi pedida publicamente pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. Em novembro, o líder repetiu insistentemente que o então governador de Zulia e agora novo prefeito de Maracaibo, capital do estado fronteiriço com a Colômbia, deve ser detido por ser chefe, golpista e sem-vergonha. A Comissão da Controladoria da Assembléia Nacional (AN, unicameral), de maioria governista, acusou-o posteriormente perante a Promotoria de fraude fiscal, suposta acumulação ilegal de bens e doação de bens públicos a particulares. Além disso, uma comissão especial da AN que investiga um complô para derrubar e matar Chávez incluiu entre os supostos envolvidos Rosales, que, em 2006, perdeu as eleições que definiram o mandato para o período 2007-2013, o terceiro do governante que, há dez anos, ganhou o primeiro pleito presidencial. Construíram uma rede de mentiras e falsidades para querer me tirar do caminho, mas meu...

EFE |

Chávez "já tem data de vencimento (...); o povo está cansado e agora está amargando o Natal do povo" por ter começado a campanha a favor da emenda constitucional, acrescentou.

"Há outros dois problemas que afetam gravemente o venezuelano", prosseguiu, e acusou o Governo de ter elaborado "um golpe institucional contra governadores e prefeitos eleitos com pensamento diferente ao da revolução", ao ter retirado diversas competências administrativas delas, assumidas pelo Executivo.

"Um terceiro problema é a perseguição à imprensa e a dirigentes políticos", o que se verifica "no linchamento contra mim, a partir da ordem emitida por Chávez" para preso, acrescentou.

Rosales insistiu em que não respalda a violência nem o complô na luta contra Chávez e que com as sucessivas participações eleitorais mostram "o caminho cívico e democrático novamente ao povo". EFE ar/db

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