Opositor que ligou governo Chávez a terrorismo e narcotráfico é detido

CARACAS - O opositor venezuelano Oswaldo Álvarez foi detido segunda-feira à noite após ter declarado a um canal de televisão que o governo do presidente do país, Hugo Chávez, violava direitos humanos e tinha vínculos com o terrorismo e o narcotráfico.

EFE |

Depois de ter sido acusado formalmente na sexta-feira pela Procuradoria, Álvarez afirmou à imprensa que ratificava tudo o que havia dito em 8 de março em um programa da emissora privada "Globovisión" sobre os supostos vínculos do Executivo venezuelano com "violações dos direitos humanos, terrorismo e narcotráfico".

A Procuradoria o acusou pelos crimes de "conspiração, difusão de informação falsa e instigação pública a delinquir". O primeiro crime pode ser punido com pena de 8 a 16 anos de prisão; o segundo, com pena de 3 a 6 anos; e o terceiro, com pena de 2 a 5 anos.

Álvarez é ex-governador do Estado de Zulia (noroeste), ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-candidato presidencial.

Ele disse que uma das fontes de sua acusação foi o expediente do juiz espanhol Eloy Velasco sobre a suposta cumplicidade do governo com a organização terrorista ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Omar Estacio, advogado de Álvarez, disse nesta terça-feira à "Union Radio" que seu cliente está sendo acusando de crimes "contra os poderes nacionais", apesar do fato de "não ter (falado) nada de extraordinário", por se limitar a comentar "um estudo citado por todos".

Para o advogado, "não será fácil" defender Álvarez porque "todos estamos em liberdade condicional" na Venezuela.

A investigação contra Álvarez começou no dia 9 de março por causa da denúncia realizada pelos deputados governistas Manuel Villalba e Pedro Lander.

Para os parlamentares, Álvarez deveria ser "punido" por dizer que "a Venezuela se transformou em um centro de operações que facilita os negócios do narcotráfico" e sustentar que o governo de Chávez, além de violar os direitos humanos, tem relações com a ETA e as Farc.

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