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Por María Luisa Palomino e Terry Wade LIMA (Reuters) - O líder opositor peruano e nacionalista Ollanta Humala expressou na segunda-feira seu apoio a uma paralisação contra a política econômica neoliberal do governo de Alan García, enquanto se prepara para ser candidato para as eleições de 2011.

Humala, que perdeu por uma pequena diferença as eleições de 2006 para García e mantém boas relações com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o governo não tem conseguido transferir os benefícios do bom momento econômico do país à população mais pobre.

'O Partido Nacionalista vai apoiar e participar também da greve', disse Humala em uma conferência de imprensa.

Desde que assumiu o poder, García tem priorizado o estabelecimento de acordos de livre-comércio e fomentado o investimento estrangeiro no país, um dos principais produtores mundiais de metais.

Nos últimos seis anos o Peru tem passado por um forte crescimento econômico, tendo conseguido em abril o esperado grau de investimento da agência Fitch Ratings. Entretanto, o governo enfrenta protestos sociais com pedidos de mais recursos, enquanto a pobreza afeta cerca de 40 por cento da população.

Na semana passada, o país passou por uma greve nacional de mineiros que não afetou significativamente a produção, mas repercutiu nos preços internacionais dos metais.

Anteriormente, moradores da região de Moquegua realizaram um protesto de mais de uma semana reivindicando mais recursos da mineração. O protesto incluiu o bloqueio de importantes estradas e 60 policiais foram feitos reféns pelos manifestantes.

'Há uma corrente de opinião que afirma que o Peru está muito bem, como poucas vezes em sua história. No entanto, há outra corrente de opinião que é a que diz que este crescimento não chega aos meus bolsos', disse Humala.

'Não basta o crescimento se ele não vem acompanhado de um desenvolvimento sustentável', afirmou.