Opositor é condenado a 17 anos de prisão em Ruanda por genocídio

Nairóbi, 25 mar (EFE).- Um membro da oposição política em Ruanda foi condenado a 17 de anos de prisão por sua participação no genocídio de 1994, informa hoje a imprensa local.

EFE |

Joseph Ntawangundi, que faz parte da campanha da candidata presidencial Victoire Ingabire, tinha sido condenado à revelia em 2007 a 19 anos de prisão por um tribunal local, acusado de ter participado do assassinato de oito tutsis numa escola agrícola e veterinária onde era diretor, assinala o diário "The New Times".

Segundo o presidente da corte de Gitwe, citado pelo jornal, "Ntawangundi se disse culpado, o que reduziu a pena original de 19 para 17 anos".

Entre 800 mil e um milhão de tutsis e de hutus moderados foram assassinados em Ruanda entre abril e julho de 1994 por milícias radicais hutus.

Desde então, o poder está nas mãos de Paul Kagame, membro da etnia tutsi e líder da Frente Patriótica Ruandesa que derrubou o regime genocida.

Ntawangundi foi detido em fevereiro e Ingabire está sendo investigada pela polêmica que gerou ao afirmar, em sua volta ao país, que durante o genocídio também houve crimes de guerra e contra a humanidade cometidos contra os hutus, e não só contra os tutsis.

Desde 2008, uma lei nacional proíbe questionar a versão oficial do genocídio ou negar que a tragédia tenha ocorrido, crime que pode se punido com entre dez e 25 anos de prisão. EFE jmc/rr

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