Caracas, 29 mar (EFE).- O prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, candidato presidencial da oposição nas eleições de 2006, poderia ter deixado o país para evitar ser detido, após a emissão de uma ordem nesse sentido por parte da Promotoria venezuelana, afirmou o deputado governista Mario Isea.

"Não estranharia que se escondesse, e, se for possível, que deixasse o país, se é que já não deixou", afirmou o legislador em entrevista reproduzida hoje pelo canal estatal "Venezolana de Televisión".

Em 19 de março, a Promotoria solicitou a detenção cautelar de Rosales até que comece o julgamento contra o prefeito por suposto enriquecimento ilícito.

"Quer se fazer de vítima e criar um cenário para se esconder e acusar o Governo de perseguição política, quando, na verdade, se trata de um enriquecimento ilícito, denúncia que foi feita em 2004", ressaltou Isea.

O processo contra Rosales começou em 13 de setembro de 2004, depois que o secretário regional do partido pró-governamental Pátria Para Todos (PPT), José Pirela, denunciou o prefeito por comprar vários imóveis diretamente ou através de testas-de-ferro.

A investigação aberta por causa da denúncia determinou, segundo a Promotoria, que Rosales "não conseguiu justificar" recursos que aumentaram seu patrimônio em 147.390 bolívares (US$ 68.553).

As declarações de Isea parecem encontrar eco nos fatos, já que, em um ato realizado na cidade de San Cristóbal pelos principais dirigentes da oposição, Rosales esteve ausente, apesar de sua participação ter sido anunciada. EFE rr/db

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