Opositor desiste de 2º turno no Zimbábue, diz partido

O líder opositor Morgan Tsvangirai decidiu se retirar da disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais no Zimbábue na próxima sexta-feira, segundo anunciou neste domingo seu partido.

BBC Brasil |

O partido MDC (Movimento para a Mudança Democrática) diz que a decisão foi tomada após ao menos 70 de seus simpatizantes terem sido mortos durante a campanha.

O presidente Robert Mugabe, que disputaria o segundo turno contra Tsvangirai, acusou o MDC de ser responsável pela onda de violência e disse, em um comício na sexta-feira, que "somente Deus" o tiraria da Presidência e que nunca aceitaria um país governado pelo partido opositor.

No sábado, a África do Sul enviou dois mediadores à capital do país, Harare, dias após o próprio presidente sul-africano, Thabo Mbeki, ter ido ao Zimbábue para encontros com Mugabe e com Tsvangirai.

Segundo o correspondente da BBC em Johanesburgo Peter Biles, este é possivelmente um esforço de última hora para persuadir Mugabe a cancelar o segundo turno e levar os dois lados a negociações para a formação de um governo de união nacional.

Campanha em segredo

Observadores internacionais consideram que diante das atuais circunstâncias, com uma grave onda de violência política, a eleição não será capaz de resolver os problemas do país.

O MDC alega que membros do partido foram agredidos e que simpatizantes foram expulsos de suas casas, obrigando a campanha de Tsvangirai a se desenrolar em um ambiente de quase segredo.

O secretário-geral do partido, Tendai Biti, está preso sob a acusação de traição.

Mugabe acusa o MDC de agir de acordo com os interesses da Grã-Bretanha, o antigo poder colonial, e de outros países ocidentais.

Os vizinhos próximos do Zimbábue também manifestaram preocupação sobre a validade do segundo turno nas atuais circunstâncias.

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