Opositor compara Venezuela com Zimbábue por inabilitações políticas

Caracas, 2 jul (EFE) - O líder opositor Leopoldo López afirmou hoje que a inabilitação de 400 pessoas pela Controladoria Geral do país, que impede que tenham acesso a cargos públicos, é similar ao que acontece em outros países com práticas mais rudes, como Belarus, Irã ou Zimbábue.

EFE |

López, que é prefeito de Chacao, um dos cinco municípios de Caracas, afirmou que a decisão do Governo de "inabilitar os opositores" é "o mesmo" que acontece em países onde exercem o poder "Governos não democráticos", ressaltou em um encontro com correspondentes estrangeiros na capital venezuelana.

De acordo com López, que deseja ser candidato à Prefeitura de Caracas no pleito regional e municipal de 23 de novembro, na Venezuela se quer "tirar do jogo eleitoral pessoas que não representam a linha do oficialismo".

Algo que, afirmou, ocorreu em Belarus, Irã, e com um "extremo de violência" nas últimas eleições presidenciais do Zimbábue, às quais concorreu unicamente o presidente do país e único candidato, Robert Mugabe.

López é um dos mais de 400 funcionários e ex-funcionários inabilitados pela Controladoria Geral por casos de suposta corrupção administrativa.

A maioria dos inabilitados pela Controladoria são adversários do Governo, que disseram que essa medida "inconstitucional e ilegal" só persegue "tirar de circulação" candidatos opositores com "opção de triunfo" nas eleições regionais e municipais de 23 de novembro.

"São inabilitações políticas que têm como razão impedir que na Venezuela mude de maneira significativa o marco político do país", assegurou López. EFE apv/db

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